quarta-feira, 5 de março de 2014

Conjunto Angola 1969-70-71; Medalha da Cruz de Guerra de 2ª Classe






Foram milhares aqueles que abdicando da sua juventude, partiram para Angola ao serviço da Pátria nos anos de 1969, 1970 e 1971. Destes, a maioria foi empregue no Norte da Província Ultramarina, onde a campanha e a peleja eram de maior rigor. Muitos foram também os que por feitos de Heroicidade e Humanidade mereceram as mais altas distinções militares, passando naturalmente pelas centenas de Medalhas da Cruz de Guerra que por lá se mereceram.

Ainda hoje na cabeça de muitos Portugueses soam como trovões os nomes de Santo António do Zaire; Noqui; Cuimba; Maquela; Luvaca; São Salvador; Ambriz; Carmona; Quitexe; Negaje; Cangola; Camabatela; Quimbele; Zala; Songo; Mucaba e claro, Nambuangongo!

Depois de um final de semana onde Veteranos do Ultramar reclamaram junto do “Governo” maior dignidade e respeito no tratamento que lhes é devido e merecido, decidi trazer aqui um conjunto de três condecorações outorgadas a um desses valentes que por Angola nos anos de 1969/71 bateu picadas e abriu trilhos.

Dos primeiros conjuntos relacionados com o Ultramar que adquiri, é mais um que muito me agrada. (Ainda estou e estará o leitor mais atento, para ver qual dos conjuntos na minha colecção ou fora dela que ostentando uma MCG, não me agradará!)


Conjunto simples composto por três condecorações todas do modelo regulamentar de 1949, e todas obedecendo à legislação em vigor à época com excepção da MCG.



E é por ela que começamos; Medalha da Cruz de Guerra de 1949, no seu cunho mais belo e pesado, tem uma fita raiada de verde-claro lima, tendo ao centro a miniatura de segunda-classe em metal doirado.
A insígnia, contrariamente ao disposto na lei e de acordo com o metal da miniatura de classe, não é doirada mas sim cunhada em cobre e patinada de castanho.
Em minha opinião, trata-se de mais uma “argolada” cometida pelos fabricantes de condecorações que por sua iniciativa ou pedido expresso das autoridades ignorando a legislação, faziam de tudo um pouco para reduzirem despesas de fabrico nos últimos anos da Guerra em África.
Poderá também dar-se o caso da condecoração ter sido atribuída depois de Dezembro de 1971 já com nova legislação em vigor, que repunha o bronze castanho como metal de insígnia para todas as quatro classes, mantendo a venera de 49, uma vez que o verso do desenho se mantinha inalterado.

Mas tendo mais a acreditar na primeira hipótese, uma vez que é muito comum vermos este cunho da MCG quase sempre patinado de castanho em qualquer das quatro classes, muito antes de 1971.


A segunda Medalha é a Medalha Militar na sua classe de Comportamento Exemplar; Cunhada também em cobre patinado de castanho, apresenta uma muito ligeira e pontual oxidação no interior da esfera armilar.
Carrega fivela aberta ou vazada, cunhada no mesmo metal e patinada da mesma cor.


Por último a Medalha das Campanhas do Exército Português; Oficialmente denominada pelo regulamento de 1949 como: Medalha das Expedições e Campanhas das Tropas Portuguesas, é cunhada também em cobre mas desta vez banhado a Prata.
Carrega fivela fechada com a legenda : Angola 1969-70-71.





Deste Blog parte para TODOS os Veteranos da Guerra do Ultramar, particularmente aos que maior privação passam, um forte sentimento de solidariedade, amizade e profunda admiração.

Dignidade e Honra aos Nossos Veteranos! Viva Portugal!

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