sábado, 7 de julho de 2012

Cinco Cruzes de Guerra de 1ª Classe aos Boinas Rubras.




No passado dia 29 de Junho as tropas Comando cumpriram cinco décadas ao serviço da pátria e das suas gentes.
Aos nossos "cabeças de fósforo", Boinas Rubras de Portugal, parabéns pela honra no cumprimento do seu dever.

Em reconhecimento do exposto, deslocou-se o Chefe de Estado ao Centro de Tropas Comando para assistir à parada e desfile da ordem, apontando como feliz elemento a presença dos Veteranos Comandos, e a imposição do Laço da Cruz de Guerra a cinco unidades que prestaram heróico serviço na última guerra do Ultramar.

Transcrevo do Diário da Republica as concessões das Insígnias por ordem da Chancelaria das Ordens Honorificas Portuguesas:

"Diário da República, 2.ª série — N.º 128 — 4


Aviso (extrato) n.º 9091/2012
Guerra — 1.ª Classe.
O Presidente da República decreta, nos termos do artigo 33.º, n.º 1, do Decreto -Lei n.º 316/2002, de 27 de dezembro, o seguinte:

É concedida à 19.ª Companhia de Comandos, a Medalha da Cruz de Guerra — 1.ª Classe

27 de junho de 2012. — O Secretário -Geral das Ordens, Arnaldo Pereira Coutinho;

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Aviso (extrato) n.º 9092/2012
Guerra — 1.ª Classe.
O Presidente da República decreta, nos termos do artigo 33.º, n.º 1, do Decreto -Lei n.º 316/2002, de 27 de dezembro, o seguinte:

É concedida à 30.ª Companhia de Comandos, a Medalha da Cruz de Guerra — 1.ª Classe

27 de junho de 2012. — O Secretário -Geral das Ordens, Arnaldo Pereira Coutinho;

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Aviso (extrato) n.º 9093/2012
Guerra — 1.ª Classe.
O Presidente da República decreta, nos termos do artigo 33.º, n.º 1, do Decreto -Lei n.º 316/2002, de 27 de dezembro, o seguinte:

É concedida ao Batalhão Comando do Extinto Comando Territorial Independente da Guiné, a Medalha da Cruz de Guerra — 1.ª Classe

27 de junho de 2012. — O Secretário -Geral das Ordens, Arnaldo Pereira Coutinho;

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Aviso (extrato) n.º 9094/2012
Guerra — 1.ª Classe.
O Presidente da República decreta, nos termos do artigo 33.º, n.º 1, do Decreto -Lei n.º 316/2002, de 27 de dezembro, o seguinte:

É concedida à 33.ª Companhia de Comandos, a Medalha da Cruz de Guerra — 1.ª Classe

27 de junho de 2012. — O Secretário -Geral das Ordens, Arnaldo Pereira Coutinho;

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Aviso (extrato) n.º 9095/2012
Guerra — 1.ª Classe.
O Presidente da República decreta, nos termos do artigo 33.º, n.º 1, do Decreto -Lei n.º 316/2002, de 27 de Dezembro, o seguinte:

É concedida à 20.ª Companhia de Comandos, a Medalha da Cruz de Guerra — 1.ª Classe

27 de Junho de 2012. — O Secretário -Geral das Ordens, Arnaldo Pereira Coutinho; "


Nesta cerimónia, presidida por Sua Excelência o Presidente da Republica, foi adicionada, ainda que tardiamente, maior justiça, honra e reconhecimento ao papel não só dos Comandos, mas de todos quantos passaram pela Guiné e de forma alargada por todos os teatros de operações no Ultramar.

Espero que sejam enviados todos os Cordões de Condecoração Colectiva, Fourragéres, a todos os Veteranos ainda vivos das Companhias e do Batalhão condecorados. Era um gesto simpático e justo.




Audaces Fortuna Juvat!

Em cima: Guião do Batalhão de Comandos do Comando Territorial da Guiné, condecorado com o laço de 1ª classe da Cruz de Guerra. (de minha autoria)

Em baixo: Foto da cerimónia;

Links uteis para informação complementar:

  http://www.presidencia.pt/comandantesupremo/?idc=305&idi=67351

https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.408065645905841&type=1#!/media/set/?set=oa.408065645905841&type=1


O meu agradecimento ao amigo P. Estrela que em boa hora me alertou para a publicação em Diário da Republica destas cinco condecorações.








terça-feira, 22 de maio de 2012

Um ano, Uma peça nova.



Cumpre-se hoje um ano sobre o lançamento deste Blogue.

Devo agradecer antes de mais, aos leitores, aos amigos, aos curiosos, aos faleristas, aos coleccionadores, aos amadores, aos que cá vêm regularmente e aos que cá vêm por engano.
Este é um projecto que veio para ficar.  Falar sobre um tema que se esgota, sem poder variar muito, em Portugal, para portugueses, sobre história, sobre faleristica, é efectivamente um grande tiro no escuro, mas que, feito o balanço deste primeiro ano, foi certeiramente disparado.

Milhar e meio de leitores, cinco seguidores, numerosos comentários técnicos e de alento, numerosos contactos privados para esclarecimento de dúvidas ou compromissos vários, alguns contactos com o estrangeiro, várias publicações nos tops de pesquisa dos principais motores de busca, enfim, posso dizer que até agora, tenho cumprido com o que me comprometi desde o meu primeiro post, e relembro:" Este blogue surge da necessidade de ter um suporte on-line onde a medalha da cruz de guerra da Republica Portuguesa seja o objecto de estudo principal."

A muito do que me propus ainda não dei resposta, e acredito que a muito do que se possa esperar deste Blogue muitas respostas tenho que dar. Farei sempre o meu melhor, com a periodicidade que me for possivél, embuido da certeza e do espírito que cada publicação, cada leitura, cada pesquisa, cada contacto, cada imagem, é um claro contributo para a partilha e ensino da nossa História.

Feito os agradecimentos e o balanço deste nosso primeiro ano, fica no seguimento do post anterior uma nova peça da minha colecção;





Esta peça é-me, como todas as outras, muito querida. Talvez com uma pequena diferença, é que esta como poucas outras pode rapidamente contar-me muito sobre o agraciado. Prometo uma pesquisa séria e dar aqui nota sobre o que descobrir.

No post anterior referi, transcrevendo da legislação, que as medalhas atribuídas por feitos em campanha eram ornamentadas na fivela pela letra "C", significada naturalmente da palavra Campanha, contudo mais tarde na década de 20, em Diploma ainda a encontrar, a letra "C" foi substituída por uma palma doirada, indicando assim que aquela condecoração foi entregue por feitos em Campanha.

(Sei agora, tratar-se do Decreto n.º 11.649, de 7 de Maio de 1926, que às portas do Golpe do 28 de Maio e do inicio da Revolução Nacional, decretou atribuir-se as palmas às ordens e medalhas atribuídas em feitos de campanha contra inimigos da Pátria, não suprimindo os "C", mas relegando-os para identificar as ordens e medalhas atribuídas em campanhas internas, nas revoltas, revoluções, golpes e contra golpes na defesa da Republica ou contra a Republica.)

O conjunto acima é em tudo sublime. Fivelas e barra em prata patinada de negro, possivelmente para não reflectir o Sol em Uniforme de Campanha, fitas em bom estado de preservação de cor e textura, e palmas incrustadas nas fivelas.
É também um conjunto de grande valor militar, mostrando as duas maiores condecorações à época (O T.E./ M.D.C.) (1920), sendo mais do que certo terem pertencido a um grande e valoroso português que se arriscou na Flandres ou em África, pela Republica e por todos nós.

Da Esquerda para a direita; Ordem Militar da Torre e Espada com Palma (impossivél destrinçar o grau dada a ausência de roseta), Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe, duas Medalhas Militares de Bons Serviços com Palma. (Relativamente à Ordem da Torre e Espada, sei agora que, dada a ausência de roseta, é altamente provável tratar-se do grau de Cavaleiro.)

É de notar um estranho nivelamento inferior das fitas, algo nada comum à época, mas que se justifica com a existência mais do que provável de uma segunda barra, para pelo menos conter a Medalha Inter-Aliada da Vitória.


O meu grande e publico agradecimento a um amigo que fez questão de me ajudar no encontro dos decretos, e no esclarecimento da identificação da O.T.E.

A hierárquia e ordem de precedência da medalha militar, a Cruz de Guerra e a 1ª Republica 1919



A 8 de Novembro de 1919, já posteriormente ao cessar do troar dos canhões na Flandres e em Àfrica, sobre proposta do Ministro da Guerra, é promulgada a regulamentação do uso das ordens e medalhas militares Portuguesas.
Este meu artigo vem também preencher uma lacuna na informação disponível na web sobre faleristica nacional e cumprir uma velha promessa minha de vos trazer e dar a conhecer esta matéria.
Nada melhor, para o fazer, do que transcrever directamente da legislação à data, o que aqui quero deixar.
Ilustrarei com a ajuda do Paint o transcrito da Legislação, dando assim a conhecer graficamente o que me proponho aqui a mostrar.


"Decreto nº 6:205, 8 de Novembro de 1919

Regulamento das Ordens Militares Portuguesas. Ordem do Exército nº23, 1ª série.

Capitulo I (...) Capitulo V (...)

Capitulo VI: Disposição Comum às Diferentes Ordens;

...
Artigo 32º. As condecorações Portuguesas são colocadas em primeiro lugar, da direita para a esquerda, no lado esquerdo do peito, pela ordem da seguinte precedencia: Torre e Espada, Cruz de Guerra, Cristo, Avis, S. Tiago, Medalha Militar (valor militar, bons serviços, comportamento exemplar) e Medalha da Vitória. A seguir as ordens e condecorações estrangeiras.

#.1º As medalhas militares conferidas por serviços de campanha - letra C - têm precedência sobre a Ordem de Cristo.

#.2º As medalhas comemorativas das campanhas do exército português, as do mérito, filantropia e generosidade e a de bons serviços no ultramar, usam-se do lado direito do peito, da esquerda para a direita pela ordem acima mensionada. As cruzes e medalhas da Cruz Vermelha colocar-se hão após estas.

#.3º Quando os distinivos das condecorações não se contenhão numa só linha, a ordem de preferência começará pela linha supeiror.

#.4º Só é permitido o uso das fitas das condecorações sem fivela no uniforme de camapnha.

#.5º Aos oficiais e praças é permitido o uso das insignias da Torre e Espada, Cruz de Guerra e medalha de Valor Militar, em passeio com qualquer uniforme.

... "



Este Decreto é uma verdadeira revolução, não só pelo afirmar da reintrodução das antigas ordens militares banidas em 1910, não só pela regulamentação do uso das Ordens e das Medalhas, mas também pela introdução das condecorações colectivas de unidades, até então só entregues a Praças citiadas ou Cidades/Vilas heróicas. Mas isto das condecorações colectivas, ficará para outra altura.

Podemos então ver a importância que a Medalha da Cruz de Guerra assume neste Decreto e durante todo o momento histórico da 1ª Republica.
Se por exemplo em França a Croix de Guerre vêm depois da Medaille Militaire e da sempre primeira Legion d´Honor, por cá a Medalha da Cruz de Guerra, contrariamente ao que acontece hoje e desde 1946, assumia lugar de destaque logo a seguir ao mais alto galardão a que um Português pode aspirar, a bem amada e querida Ordem da Torre e Espada.


Este artigo foi revisto a 09/01/2013, alterando a imagem que o acompanha com a finalidade de uniformizar via paint todas as imagens deste tipo que avante se julguem pertinentes partilhar neste Blog.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

As primeiras Medalhas da Cruz de Guerra da Guerra do Ultramar




Falar da Cruz de Guerra é falar de Portugueses, da sua História, das suas histórias, e em particular de dois momentos, da Grande Guerra de 14/18, e da Guerra do Ultramar.

Se a primeira foi um misto de trauma e dificuldades para a sociedade civil, mas um grande factor histórico e politico de regozijo para a jovem Republica, a segunda, ainda é, e continuará sendo durante largos anos uma ferida profunda, bem aberta e tristemente ignorada ou esquecida no meio da sociedade Portuguesa.
A Guerra Colonial afirma-se como o ultimo grande momento de mostra de heroicidade para a sociedade civil e militar Portuguesa, que entre 1960 e 1975 viveu os últimos momentos do Império, e os primeiros momentos de Independência dos Povos Africanos.

A 28 de Janeiro de 1962 na Vila de Damba, Província do Uige, Norte de Angola na Fronteira com o Congo, são entregues em 40 anos as primeiras Medalhas da Cruz de Guerra, que se destinavam a galardoar a heroicidade do primeiro ano de guerra, numa cerimónia que contou com as mais altas individualidades Provinciais como o Governador Geral Venâncio Deslandes, General Holbeche Fino, o Brigadeiro Luís Deslandes, entre outras.

Nesta cerimónia foram entregues seis Cruzes de Guerra, todas de 4ª classe e todas à Companhia de Caçadores 144, subordinada ao Batalhão de Caçadores 141 do Regimento de Infantaria 15, pelos feitos levados a cabo a 11 de Setembro de 1961 por homens que debaixo de fogo se lançaram na perseguição do inimigo ao atravessarem o rio Coji conseguindo mostrar grande espírito do sentido do dever e do sentido Pátrio, tendo terminado a sua missão só quando se findaram as munições, já muito depois do comandante do grupo, o alferes que indicarei a seguir, se encontrar gravemente ferido.

Os nomes;

-António João Monteiro Madeira, soldado nº 287/61; Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe.
-António Júlio Branquinho, soldado nº 205/61; Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe.
-Apolinio Catreira da Cruz, soldado nº 275/61 ; Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe.
-Armindo Pereira Francisco, soldado nº 284/61 ; Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe.
-José Manuel Gonçalves Dias, Furriel Miliciano ; Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe.
-Leonildo Cirilo Monteiro, Alferes Miliciano ; Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe.

Resta-me destacar uma frase do comandante da companhia de caçadores 144, o Tenente-Coronel Pereira de Carvalho, proferida no inicio da cerimónia de condecoração; "Todos sabem dar a vida pela Pátria, onde e quando a Pátria precisa!".

Ao topo uma insígnia da Cruz de Guerra de 4ª Classe, de 1946/1949, semelhante às que os nossos bravos receberam.
Na imagem em baixo, o General Governador-Geral Venâncio Deslandes condecora os militares supra-referidos na vila de Damba a 28/01/1962.

No dia 28 de Janeiro deste ano, passaram cinco décadas, 50 anos, sobre este momento importante da história e da phaleristica portuguesa.





segunda-feira, 9 de abril de 2012

"A Batalha de La Lys" ou "O 9 de Abril de 1918"





A História da Republica, da liberdade na Europa, do nosso povo, das nossas terras em suma da nossa Pátria tão Portuguesa, não se escreveria nunca mais a partir daquela madrugada, a madrugada do 9 de Abril, sem referir este nome, La Lys.

Desesperado pelas noticias da chagada de um largo contingente de forças Norte-Americanas ao sector da Flandres, desesperado pelo crescente descontentamento do povo Alemão com a guerra, pela ineficácia militar e politica do aliado Austro-Hungaro; o alto-comando Imperial Alemão decidiu-se a lançar uma feroz ofensiva de escala sem precedente que ficaria conhecida no papel como "Operation George".

Por razões várias o alto-comando Imperial não conseguiu reunir as forças inicialmente previstas a que se tinha proposto para a Operation George, que assim com insuficiencia de meios, passaria a ser denominada Operation Georgette, sustentada pelo 6º e 4º Exércitos da frente ocidental, com 120 mil homens prontos para a ofensiva.

Dos objectivos inicialmente apontados,"lançar uma grande ofensiva que destrua largos sectores Britânicos pesados, através do seu elo mais fraco, o sector Português, a conquista de Calais e Boulogne-sur-Mer e talvez causar tamanha derrota que obrigue antes da chegada norte-americana ao iniciar das conversações da paz", apenas se reduziu a estratégia, por falta de meios, a uma teoria que ficaria sarcasticamente celebre até aos nosso dias na história militar; o alto-comando Imperial teorizou que primeiro o importante era furar num lado qualquer as linhas inimigas e que depois logo se veria o que se faria, ou seja "Abrimos ali um buraco e depois logo se vê!"

Na noite em que os nossos homens esperavam pela tão prometida rendição por tropas Britânicas, o que nos permitiria repousar pela primeira vez em meses, o 6º Exercito Alemão com as suas 8 Divisões de 60 mil homens, lançou-se num ataque que só nas primeiras 4 horas custou-nos 8mil baixas, de um sector que na linha da frente contava apenas 15 mil Portugueses.

Os nossos aliados Britânicos não estiveram para grandes "face to face with the enemy" e recuaram às linhas defensivas, permitindo assim que os nossos homens, depois de uma barragem de artilharia que durou toda a noite, ficassem sozinhos para o embate com as tropas Prussianas.

Bom o resto já se sabe, os Alemães tiveram sucesso inicial, e acabariam por ser empurrados novamente para as suas linhas, passadas semanas do inicio da ofensiva.

Nesta Batalha cada Português foi homem! Heróis? Muitos! Cobardes? Muitos! Portugueses merecedores da nossa memória? Todos!
Os actos de coragem e resistência ás vagas Germânicas foram poucos mas bons, destrancando-se a famosa história de Aníbal Milhaes, o soldado que valia Milhões de soldados.


A medalha que aqui deixo para apreço é naturalmente uma peça incomum, mas acima de tudo merecedora da minha maior estima. Sabemos porque aqui já o escrevi algumas vezes que na fita verde e rubra apenas a cruz indicadora de classe poderia ter lugar, mas esta Cruz tem algo mais.

Não é a primeira que vejo com uma barra, tenho conhecimento de outra, essa não na minha colecção, com uma personalizada com o nome do agraciado e com o feito merecedor de condecoração. Esta Cruz no entanto tem uma barra em prata doirada igual à barra para a medalha das campanhas do exercito Português criada para comemorar a batalha de La Lys.
A Barra está abaixo da cruz de 2ª classe, e tudo me parece inalterado à largas décadas, o que não me leva a suspeitar de alterações. Assim esta Cruz de Guerra de 1917 foi atribuída por feitos na ofensiva do Lys, e o seu merecedor, sabendo da importância que esta data e aquela provação teve para a Republica, para ele e para os seus camaradas, achou por bem dignificar a sua Cruz de Guerra com um acrescento, mesmo que à luz da legislação da época a barra não tivesse sido criada para o efeito.

Foram mais os mortos a enterrar do que medalhas a entregar, ainda assim muitos foram os Portugueses e aliados que por feitos na batalha do Lys foram condecorados com a cruz de guerra.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Uma outra Cruz de Guerra 1917 em envelope original, Fev 2012



Portuguese War Cross 1917 /Croix de Guerre Portugais 1917/ Cruz de guerra 1917.


Já aqui vos dei uma vez a conhecer uma cruz de guerra de 1917, com envelope original, e aqui vos dou mais uma.
Se o outro envelope está quase perfeito no estado de conservação, este, tirando as manchas de oxidação do papel (dado o facto da medalha lá ter estado seguramente algumas décadas), está perfeito e ponto! Outra grande diferença está na fita de suspensão que veio com ela.
Como também aqui já mostrei num outro post e como era de lei, a fita rubra era raiada por cinco faixas verdes, esta, no entanto, é raiada não por cinco mas por sete faixas verdes.
A explicação pode ser simples; esta fita é a exacta inversão da usada na croix de guerre Francesa, indicando assim que terá sido tecida em França, usando as linhas de côr da cruz de guerra Belga.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Outro quadro expositor dos vários modelos da Cruz de Guerra





A publicação deste quadro deveria vir depois da publicação de um artigo sobre a MCG de 1946 e a sua posterior legislação em 1949. Contudo fica já o apoio visual e um despertador de curiosidade.
Prometo o link para o artigo sobre a legislação de 1946 e 1949.